IMAGENS E METÁFORAS CITADINAS: ASPETOS DAS CONFIGURAÇÕES DO ESPAÇO
Maria João Simões | 80-93 https://doi.org/10.29327/2402731.8.1-6
As preocupações contemporâneas acentuaram
a necessidade de pensar o espaço sob vários ângulos e
perspetivas. Esta importância dos aspetos espaciais não
escapou aos escritores que intuíram o seu relevo de uma
forma ou de outra e com mais ou menos intensidade.
Uma das vias de acesso para perceber como os
ficcionistas deram atenção à dimensão espacial passa
pelo exame das imagens e metáforas espaciais
delineadas pelos escritores nas suas configurações
literárias. Para atingir esse objetivo, a recente “viragem
(ou virada) espacial”, trouxe um conjunto de contributos
filosóficos e epistemológicos fundamentais para
repensar o espaço. O pensamento sobre o espaço,
marcado por pensadores dos anos 70, como Lefebvre, ou
filosófos marcantes das décadas de 80 e 90, como
Foucault, ganha novo alento em estudiosos
contemporâneos, como Tallys Jr., e Westphal. À luz de
alguns destes contributos, este estudo visa abordar
alguns aspetos dessas configurações das imagens
espaciais, apontar algumas metáforas citadinas
utilizadas pelos escritores e observar as cartografias
desenhadas nas ficções. Servirão de base para estas
reflexões algumas narrativas e ficções breves de Mário de
Carvalho, Lídia Jorge, Murilo Rubião e Rubem Fonseca.
|
|
|